Nas linhas finas do meu pensamento,
onde o tempo não dita nenhuma lei,
és o meu eterno e doce desalento,
o único reino onde te abracei.
onde o tempo não dita nenhuma lei,
és o meu eterno e doce desalento,
o único reino onde te abracei.
O mundo lá fora acorda com pressa,
exige passos, rotinas e chão,
mas nesta mente que nunca cessa,
és o compasso do meu coração.
exige passos, rotinas e chão,
mas nesta mente que nunca cessa,
és o compasso do meu coração.
Fecho os olhos para te ver chegar,
naquela penumbra onde a noite é nossa,
pois sei que a vida, ao amanhecer,
não deixa que o toque te sinta ou te possa.
naquela penumbra onde a noite é nossa,
pois sei que a vida, ao amanhecer,
não deixa que o toque te sinta ou te possa.
É um segredo que o peito esconde,
um altar sagrado que ergui para nós:
não importa o dia, o como ou o onde,
só aqui te tenho, a sós.
um altar sagrado que ergui para nós:
não importa o dia, o como ou o onde,
só aqui te tenho, a sós.
Abro os olhos e a luz invade o quarto,
dissolve a névoa onde te encontrei,
do vazio do dia eu fico farto,
ao lembrar o mundo que ali deixei.
dissolve a névoa onde te encontrei,
do vazio do dia eu fico farto,
ao lembrar o mundo que ali deixei.
A tua voz é um eco que desaba,
na memória fria que a manhã traz,
o sonho morre, a illusions acaba,
e rouba-me de novo a minha paz.
na memória fria que a manhã traz,
o sonho morre, a illusions acaba,
e rouba-me de novo a minha paz.
Mas sei que a noite voltará mais tarde,
com o silêncio que me deixa ver,
onde o desejo em segredo arde,
e o pensamento te volta a erguer.
com o silêncio que me deixa ver,
onde o desejo em segredo arde,
e o pensamento te volta a erguer.
Espero na sombra pelo teu regresso,
onde a distância deixa de importar,
neste avesso em que me confesso,
só aqui te tenho, a amar.
onde a distância deixa de importar,
neste avesso em que me confesso,
só aqui te tenho, a amar.
Agora