loucuras de amor

O Teu Abrigo na Tempestade

Não quero o sol se não fores a minha luz,
Nem as tardes calmas de um céu qualquer.
Prefiro o temporal que a noite nos traz,
Se fores tu a mão que me vem valer.

Quero-te assim, com o cabelo molhado,
A rir do vento que nos tenta travar,
Com o casaco encharcado e o peito colado,
Sem medo do mundo que nos vê passar.

Que a chuva nos caia na pele e na alma,
Enquanto os teus passos imitam os meus,
Pois no meio do caos, o teu olhar acalma,
E sinto que a terra se une aos céus.

Deixa que o frio nos morda os ombros,
Corremos descalços, sem rumo ou sinal,
Erguemos o amor por cima dos escombros,
Desta tempestade que nos faz imortal.

Se a chuva é forte, o meu peito é o teu lar,
E o teu abraço é o meu cais, o meu chão.
Molharmo-nos juntos é só a forma de amar,
Onde a água limpa o que há no coração.

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