A distância não significa nada quando o peito sabe para onde gravitar,
pois existem forças bem mais poderosas e invisíveis que nos sabem ligar.
O mapa pode ditar milhas, oceanos, estradas ou qualquer barreira terrena,
mas a harmonia que nos une ignora as fronteiras e faz a espera valer a pena.
Em breves poemas, muito mais do que simples palavras se conseguem transmitir;
são pedaços de alma, pontes de luz que o tempo jamais conseguirá destruir.
Os sonhos colidem no silêncio da noite, unem as mais profundas emoções no ar,
criando este sentir-se partilhado que nenhum de nós consegue ou quer explicar.
As palavras são carinhos puros que chegam de mansinho pelos nossos sentidos,
acordes perfeitos que resgatam e confortam os corações que andavam perdidos.
Elas propiciam um toque terno e profundo na alma, como uma música suave a tocar,
uma melodia invisível e eterna que convida o pensamento a voar e a sonhar.
A sonoridade de cada verso escrito carrega a cadência exata de um abraço sincero,
transformando a folha em branco no ponto de encontro de tudo o que eu mais quero.
É um eco que viaja pelo espaço, uma canção sem pressa que sabe bem onde pousar,
trazendo o calor de uma presença bonita a quem a distância teima em afastar.
Quando te encantas com as linhas lidas e sentes o teu mundo por momentos parar,
tens a impressão mágica e exata de que tudo aquilo fora feito apenas para te tocar.
Não é uma mera coincidência, é a centelha de vida que desperta e volta a acender,
aquela luz antiga e sagrada que nos faz lembrar o que realmente vale a pena viver.
Este poema nasceu do absoluto silêncio para se tornar a tua morada mais pura,
um porto seguro onde a saudade se acalma e o coração encontra a sua cura.
Permite que esta música te embale, que o compasso do verso te guie na nossa direção,
pois enquanto houver esta centelha acesa, estaremos sempre juntos na mesma canção.
O silêncio que a distância impõe não é capaz de calar a nossa voz interior,
há uma frequência secreta e bendita que viaja nas asas do sentimento maior.
Escrevo não para preencher o vazio, mas para desenhar a tua presença no papel,
com traços feitos de pura saudade e versos que adoçam a distância como mel.
Quando os teus olhos pousam nestas letras, o espaço entre nós simplesmente desaba,
e aquela velha certeza de estarmos unidos renasce mais forte e nunca se acaba.
Somos dois mundos que se cruzam na escrita, partilhando a mesma pulsação,
comprovando que o amor não precisa de pressa para fazer vibrar o coração.
Essa centelha de vida que agora sentes é o reflexo do lume que arde em mim,
uma faísca sagrada que desafia o tempo e nos mostra que o afeto não tem fim.
As palavras continuam a ser o carinho mais bonito que viaja sem precisar de bagagem,
atravessando oceanos e ventos, levando a alma inteira nesta eterna viagem.
Deixa que a música destes versos embale o teu peito e cure qualquer dor,
pois cada linha foi moldada no compasso exato do teu mais sincero clamor.
Estamos aqui, eternizados no abraço que a poesia soube tão bem desenhar,
na certeza de que, enquanto houver leitura, haverá sempre forma de nos encontrar
A Sinfonia das Almas Distantes e o Eco do Olhar